domingo, 31 de dezembro de 2006

Sonetos


Paradoxalmente, Vinicius, ao mesmo tempo que lança um Soneto para o que seria a suposta fidelidade, fala da Separação em versos tão terços e tão quartos quanto qualquer outro autor que tenha tentado descrever as dores humanas que resultam dessa coisa que se chama “relacionamento” .

Da Fidelidade fala de estar atento, antes de tudo, ao seu amor...e da Separação descreve o riso que se fez pranto, das bocas unidas que se fez espuma e da paixão que fez-se pressentimento...tudo isso de repente, não mais que de repente.

Talvez resultado duma experiência concreta (esse soneto)...homens são assim, nunca sofrem diante de um soneto ou mesmo de uma separação...incrivelmente o motivo é que os membros do corpo nunca obedecem ao cérebro, de modo que nunca são responsáveis pelo que fazem: acreditem, eles nunca querem fazer isso...ou aquilo.

Entendam-me...os livros são mais graciosos, embora alimentem a tal imaginação, não machucam, não fazem promessas e por isso não dói tanto quando se termina um.


Sei que o post foi bobo...mas é válvula de escape quando lembro que de repente, não mais que de repente Homens são cruéis....escrever é o que anima.

PROPOSTA PARA 2007: oferecer meu coração aos urubus...para que comam e divirtam-se (não é a melhor solução, mas evita-se muita coisa quando não se tem um coração)



Por Dorot

(P.s saiu assim esse post, perdoem a idéias confusas e frases cruzadas)

2 comentários:

Anônimo disse...

Nenhum post é bobo. Escreva tudo. Sempre aprende-se algo novo.
E não entregue seu coração pros urubus... eles não sabem aproveitá-lo direito.

Anônimo disse...

Curioso a enchurrada (x ou ch)de nomes que fazem referência à Bíblia nestes últimos posts...no entanto, aprecio comentários assim...

Bjs

agradecimentos generosos Baruk, Abrãao...sei lá,,sarah...